Monday, April 7, 2008

crítica mordaz

Do tempo em que estudara em Benfica, como um dos Pupilos do Exército, a única coisa que reteve foi o gosto pela esgrima.
Quando finalmente conseguiu libertar-se dos desígnios dos pais (uma longa família de militares), Afonso fugiu do país, andando durante algum tempo de um lado para o outro à boleia. Mas eis que chega ao seu destino — Londres
onde tenta inscrever-se na Drama School, mas não é aceite.
No entanto, começa a frequentar o circulo artístico da cidade, adoptando o consumo de psicotrópicos que o levavam a experiências psicadélicas.
Uma dessas “viagens” resulta numa performance no metro londrino que lhe vem valer uma bolsa de estudo num curso à sua escolha.

Uma dezena de anos volvidos regressa a Portugal, onde é convidado a orientar vários workshops de expressão dramática. Um dos quais vem a garantir-lhe o papel de encenador convidado, no gretUA. No entanto, as peças que escolhe para o reportório do grupo são demasiado experimentais e, nos últimos tempos, tem sido bombardeado pela crítica.

Paralelamente, ainda por Londres, Afonso foi desenvolvendo o seu gosto pela esgrima, chegando a competir pelos Swashbuckler London Club. Aí, recebeu formação em várias artes de esgrima — desde medievais a asiáticas, passando por duelos victorianos. Numa dessas formações construiu uma bengala que o acompanha a todo o momento.

Ora, como sempre se passeia de bengala em punho, rapidamente se tornou uma figura marcante da noite da cidade; ao que vêm ajudar as várias intervenções performativas com que vai ponteando o circuito cultural: Spoken Words, no Navio de Reflexos; Contos do Absurdo, no Cave Negra; e, mais recentemente, Poesia (Sub)real, no Fluxus Club.

Esta era uma dessas noites…

Afonso Quintaneiro, Creative Charismatic Hero 2
__Player:_André Ferreira_

Posted by wa-su at 18:22:30
Comments

Leave a Reply